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O desporto tem a capacidade de mobilizar comunidades, aproximar pessoas e dar visibilidade a causas que vão muito além da competição. É neste contexto que o Sporting CP volta a associar-se ao Outubro Rosa com a campanha “Prevenir é a melhor jogada”, uma iniciativa que coloca a força da marca e a influência dos seus atletas ao serviço da sensibilização para o cancro da mama, com especial enfoque na prevenção e no diagnóstico precoce.
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Por Sandra M. Pinto
Em entrevista à Marketeer, Inês Sêco, coordenadora executiva da Fundação Sporting, explica como o clube articula diferentes modalidades, equipamentos de jogo, conteúdos digitais e a coleção Pink October para levar a mensagem a um público alargado. A campanha envolve também a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a CleoCare e a Fundação GIMM, numa parceria que procura transformar a visibilidade numa contribuição concreta para esta causa. Parte das receitas da coleção Pink October reverte para a Fundação Sporting, apoiando projetos e entidades que trabalham diariamente nesta área.
O Sporting Clube de Portugal volta a associar-se ao Outubro Rosa com a campanha “Prevenir é a melhor jogada”. Qual é o principal objetivo desta iniciativa e como se enquadra na estratégia de responsabilidade social do Clube?
O principal objetivo da campanha é reforçar uma mensagem simples, mas decisiva: prevenir é a melhor jogada. Sabemos que o diagnóstico precoce continua a ser um dos fatores mais determinantes no combate ao cancro da mama e, por isso, queremos sensibilizar o maior número possível de pessoas para a importância do rastreio. Ao associarmo-nos uma vez mais ao Outubro Rosa, mostramos que esta não é uma ação pontual, mas um compromisso contínuo. Enquanto fundação e clube, acreditamos que o desporto tem a capacidade de mobilizar, inspirar e mudar hábitos. Por isso, colocamos a nossa marca ao serviço da causa e transformamos a nossa plataforma de influência numa ferramenta de consciencialização e de impacto social. Esta iniciativa reforça a estratégia de responsabilidade social do clube, que procura responder a desafios da sociedade através do desporto. E fazemo-lo em parceria com quem trabalha diariamente nesta área: a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a CleoCare e a Fundação GIMM.
Ao associarmo-nos uma vez mais ao Outubro Rosa, mostramos que esta não é uma ação pontual, mas um compromisso contínuo.
A campanha envolve diferentes equipas e modalidades, equipamentos de jogo cor-de-rosa, uma coleção Pink October e a presença da mensagem em diferentes pontos de contacto com os adeptos, incluindo o autocarro do clube. Como foi construída esta estratégia de comunicação integrada e que papel desempenha cada uma destas ativações?
O Sporting tem uma comunidade de adeptos muito expressiva e uma marca com elevada capacidade de mobilização. Como é que o clube procura transformar essa notoriedade numa ferramenta de sensibilização para uma causa de saúde pública, chegando também a públicos que vão além dos seus adeptos?
O Sporting CP é uma plataforma que chega diariamente a milhões de pessoas e essa influência também traz uma responsabilidade acrescida. O desporto, em particular o futebol, junta diferentes gerações e cria uma forte identificação emocional. Infelizmente, todos conhecemos alguém que passou por uma doença oncológica. Ao associarmos o clube a esta causa de saúde pública a mensagem passa dos adeptos para os amigos, familiares, colegas de trabalho, e a conversa chega a públicos diversos, incluindo pessoas que habitualmente não acompanham campanhas de saúde pública ou ainda não estão atentas ao tema. É assim que procuramos transformar a nossa dimensão e notoriedade num verdadeiro efeito multiplicador, amplificando mensagens que podem fazer a diferença e ajudar quem enfrenta esta luta a sentir-se mais acompanhado.
O Sporting CP é uma plataforma que chega diariamente a milhões de pessoas e essa influência também traz uma responsabilidade acrescida.
A coleção Pink October está disponível nas Lojas Verdes e na loja online, com 25% das receitas a reverterem a favor da Fundação Sporting. Como foi pensada esta componente da campanha e de que forma se articula a vertente comercial com o objetivo de impacto social?
A coleção Pink October foi concebida para que os adeptos participem ativamente nesta causa. Mais do que adquirir um produto, cada pessoa está a “vestir a causa” e a dar voz à campanha. A componente comercial amplia o alcance e os 25% das receitas que revertem para a fundação, serão aplicadas em projetos e instituições que trabalham diariamente nesta área, como a Liga Portuguesa contra o Cancro, a CleoCare e a Fundação GIMM.
A campanha procura levar a mensagem “Prevenir é a melhor jogada” para além da visibilidade durante os jogos. Como se garante que a comunicação não fica apenas pela associação à cor rosa e consegue transmitir informação relevante sobre prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama?
É uma preocupação que tivemos desde início. A campanha incorpora informação concreta sobre a importância do rastreio, os sinais a que devemos estar atentos e os hábitos que fazem a diferença e remete também para os locais que podem ajudar na prevenção ou em caso de alerta. A cor rosa chama a atenção, mas o que queremos que fique é a informação. Por isso, a campanha inclui conteúdos concretos sobre a importância do rastreio, os sinais a que devemos estar atentos e os hábitos que fazem a diferença, e indica ainda onde procurar ajuda, seja na prevenção, seja perante um sinal de alerta.
Contamos com especialistas da área da saúde para garantir o rigor da informação e usamos as várias plataformas do clube para a partilhar de forma acessível. Se conseguirmos que mais pessoas procurem informação, façam os seus exames de rotina ou incentivem os amigos e a família a cuidar da saúde, cumprimos a nossa missão.
Os nossos atletas têm uma forte capacidade de influência e, quando se associam a uma causa, dão-lhe credibilidade e proximidade.
Que importância tem o envolvimento de atletas de diferentes escalões e modalidades na construção da campanha? De que forma a participação dos protagonistas do clube pode reforçar a autenticidade da mensagem e estimular a adesão dos adeptos?
É fundamental. Os nossos atletas têm uma forte capacidade de influência e, quando se associam a uma causa, dão-lhe credibilidade e proximidade. Ter atletas de diferentes escalões e modalidades, da formação à equipa A, mostra que esta é uma missão de todo o clube e não apenas de uma equipa ou modalidade. A autenticidade vem daí: a mensagem não chega através de uma campanha institucional distante, mas de
Numa campanha desta natureza, como avaliam o sucesso da iniciativa? Para além da visibilidade e do envolvimento gerado, que indicadores permitem medir o alcance da mensagem, a participação da comunidade e o contributo efetivo para a sensibilização em torno do cancro da mama?
Avaliamos o sucesso a vários níveis, porque visibilidade não é sinónimo de impacto. Olhamos para diferentes dimensões da campanha; por exemplo, na época passada, alcançámos diretamente mais de 200 mil pessoas em dias de jogo e crescemos 122% em donativos face à época anterior. Com este resultado conseguimos apoiar projetos de avanço científico através de instituições que desenvolvem e contribuem para a luta e prevenção do cancro da mama. Para medir a sensibilização, acompanhamos a adesão aos conteúdos informativos e às sessões de formação que realizámos internamente, bem como o que as pessoas nos dizem sobre o que mudaram nos seus hábitos. Há uma parte do impacto que é difícil de medir, mas se esta campanha contribuir para que mais alguém realize um exame, procure aconselhamento médico atempadamente ou incentive outra pessoa a cuidar da sua saúde, então terá cumprido o seu propósito mais importante.